É fácil ficarmos com dó de animas como frangos que vivem desde de pequenos em propriedades de produção de carne sobre rigorosa dieta, comem dia e noite, para que engordem o mais rápido possível e vão para o abate, sem poder desfrutar um pouco se quer do mundo real.
Não reparamos que fazemos o mesmo. Ficamos presos desde de pequenos em escolas que ensinam a serem robôs e não a pensar, sob ação dia e noite de mídias que não nos deixam ver o mundo como ele é, e não desfrutamos da realidade.
Perguntas simples podem mudar o destino do mundo, mas por que o medo de se fazer tais perguntas? Muitos tem medo de ser diferente numa sociedade tão igual, tão padronizada, onde tudo é classificado: emo/rockeiro/punk, hetero/homo/bi, negro/calcasiano...
Para que classificar? Para ficar mais fácil julgar os outros sem conhecelos?
Para que um professor ensina a matéria para 60 pessoas da mesma forma? Para ficar mais fácil na hora de fazer a prova, mesmo alguns não tendo entendido?
Para que aceitamos tudo e não questionamos? Para a vida ficar mais fácil e não termos que pensar muito?
A vida se esvai, o mundo se destrói, e o medo de mudar, ser diferente, saber pensar, corroe a alma humana aos poucos até não sobrar mais nada além de corpos vazios que perambulam pelo mundo, mandam na sociedade, ensinam, governam, trabalham.

Imagem do filme Eu Robô

